sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

ANIVERSÁRIO


Álvaro de Campos


ANIVERSÁRIO

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,

Eu era feliz e ninguém estava morto.

Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,

E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,

Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,

De ser inteligente para entre a família,

E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.

Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.

Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim mesmo,

O que fui de coração e parentesco,

O que fui de serões de meia-província,

O que fui de amarem-me e eu ser menino.

O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...

A que distância!...

(Nem o acho...)

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,

Pondo grelado nas paredes...

O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),

O que eu sou hoje é terem vendido a casa.

É terem morrido todos,

É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!

Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,

Por uma viagem metafísica e carnal,

Com uma dualidade de eu para mim...

Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...

A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,

O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado —,

As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!

Não penses! Deixa o pensar na cabeça!

Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!

Hoje já não faço anos.

Duro.

Somam-se-me dias.

Serei velho quando o for.

Mais nada.

Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

DESCULPEM-ME

Primeiramente quero pedir desculpas. Sou homem branco hetero e como diz meu querido "amigo" Fábio Porchat, não que ele seja, mas adoraria tê-lo como amigo, sou um racista e um machista em desconstrução. Gostaria de pedir milhões de perdões, embora não exista desculpas no mundo que possam retirar um trauma ou, minimamente, um desconforto que eu possa ter feito alguém sentir. Realmente peço desculpas sinceras se algum dia fiz uma mulher se sentir desrespeitada, como mulher ou como ser humano, garanto que nunca tive essa intenção. Se fiz alguma coisa provavelmente já devo ter pedido desculpas na época. Até porque sou, depois de meu pai, o único homem da família, tenho três irmãs, fui criado por quatro mães, como elas gostam de dizer, o que me fez e me faz me sentir mal por qualquer atitude que possa ser vista como desrespeitosa. Batalho diariamente para que não faça nenhum ato assim com ninguém. Como disse sou um racista e um machista em desconstrução e espero diariamente melhorar meu comportamento errante quando estiver me deparando com o mesmo. Peço do fundo do meu coração desculpas. E por todo o desrespeito que tenha cometido com qualquer mulher que já tenha passado pela minha vida. Infelizmente não posso me desculpar pela atitude de outros homens, mas posso afirmar que jamais em sã consciência faria qualquer pessoa se sentir desrespeitada, se acaso tenha feito, peço perdão.Vejo reportagens e matérias a respeito de assédios, filmes, documentários e isso me faz refletir ainda mais, por isso fiz esse texto.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Homenagem a um mestre



Em meus quase 30 anos de vida passei pelas mãos de vários professores, tive ótimos, bons, maus e péssimos professores, como muita gente também os teve, porém, nessa grande quantidade de professores que tive, existe um que admiro até hoje, ele ministrava aulas de Educação Artística, no Instituto Santa Maria (Colégio dos Freis), em Cáceres. Nós o chamávamos de “Frei Matheus”, como é conhecido até hoje. Professor enérgico, principalmente com aqueles que não queriam saber de nada, ou iam à escola apenas para badernar, alguns alunos o temiam, mas existiam alguns privilegiados, como eu, que conseguiam ver nele além de apenas um professor. Naquele homem havia um educador, um pai, um amigo, um sábio. Eu não tinha medo dele, sentia por ele uma imensa admiração, admirava sua inteligência, sagacidade, dedicação, respeito para com o próximo. Definitivamente, ele conseguia, com amor e disciplina, transformar meninos em homens, alunos em cidadãos.
Como diretor fazia questão de mostrar que os trabalhos realizados por seus alunos eram de grandiosa importância, as pinturas feitas nas aulas de educação artística ficavam expostas por toda escola, e não eram apenas rabiscos em papel, ou desenhos infantilizados, eram belíssimos trabalhos criados pelos alunos, para que os pais e a sociedade em geral os admirassem. Lembro que o Frei chamava os visitantes e mostrava os trabalhos realizados em nossa escola, narrando - apaixonadamente e com uma pericia impecável - cada impressão que tinha da obra.
A decoração da escola também incluía os trabalhos dos alunos, de todas as áreas, vitrais, trabalhos científicos, plantações, projetos de marcenaria tudo feito por suas próprias mãos e com auxilio de seus alunos.
Tenho tantas lembranças boas do meu amigo Frei Matheus, do homem que caminhava todos os dias com seu cachorro Rambo, cachorro esse, querido por todos seus alunos - não existe ninguém que foi seu aluno que não tenha brincado e se divertido com o Rambo.
Quando nos encontrávamos, na rua ou na escola, ficávamos horas conversando, eram momentos tão prazerosos que eu não via o tempo passar, aproveitava cada minuto ao seu lado, pois cada encontro com o Frei Matheus era uma gama extraordinária de cultura e conhecimento que eu adquiria.
Uma coisa sempre me impressionou nesse homem. Ele é um profissional insubstituível, na época em que foi diretor do colégio, era - ao mesmo tempo - diretor, coordenador, inspetor, psicólogo, professor e educador dando conta tranquilamente de tudo que precisava ser feito. Suas aulas eram ótimas; durante o intervalo fiscalizava tudo que acontecia na escola, sempre que ocorria algum problema, entre os alunos, ele aparecia como do nada e o resolvia; nunca deixava de receber um pai para conversar sobre como estava o desempenho do filho na escola; nunca deixava de atender um professor que precisasse de sua experiência; jamais deixou de aconselhar seus alunos. Frei Matheus sabia de tudo que acontecia ao seu redor, de um vidro quebrado a um conteúdo escolar atrasado.
Ensinou-nos muito mais do que trabalhar com cores e pontos de fuga, nos ensinou a apreciar musicas de qualidade com um sistema de som composto por cornetas, um toca fitas e um toca discos de vinil, e se um aluno levasse musica de qualidade para tocar na hora do intervalo ele colocava, nunca me esqueci de quando levei uma fita cassete com uma seleção de musicas da Legião Urbana, Zizi Possi e Laura Pausini, ele colocou para tocar e todos ouviram na hora do recreio.
Se um professor faltasse, ele ia até a sala de aula e trabalhava com os alunos, independente da disciplina, sempre poderíamos contar com sua sabedoria para nos ensinar qualquer tipo de assunto, de ciências humanas a exatas. Brincava com os alunos na hora do intervalo com aquela cordinha que carregava - não me recordo se era a corda de um apito ou coisa assim, mas era muito divertido na época, algumas vezes os meninos formavam uma fila para ver quem conseguia levar mais chicotadas nos dedos da mão com aquela cordinha.
A fanfarra do Colégio dos Freis era a mais esperada de todos os desfiles, famosíssima pela qualidade e disciplina de seus integrantes, seus alunos eram educadíssimos, instrumentistas de qualidade e que respeitam até hoje a história desse ser humano fantástico, que tanto fez pela nossa sociedade.
Eu soube, pelos meus pais, que os integrantes da antiga fanfarra do Colégio dos Freis se reuniram pra prestar uma grande - e merecida - homenagem ao Frei Matheus, espero que ele goste dessa homenagem, e que ainda tenha a oportunidade de receber várias outras, pois é merecedor de todo nosso respeito, carinho e admiração.
A educação em Cáceres deve muito a essa grande personalidade, profissionais de destaque - que hoje cuidam dessa cidade - passaram pelos ensinamentos daquele homem. Médicos, engenheiros, arquitetos, pintores, advogados, professores entre outros tão importantes quanto os citados.
Há tempos espero ter a oportunidade de homenagear esse educador, esse amigo, esse professor que muito me ajudou a ser a pessoa que sou hoje, essa pessoa ética, profissional, e que tenta, ao máximo, repassar seus ensinamentos para futuras gerações.
Obrigado Frei Matheus, obrigado por tudo que realizou em nossas vidas, obrigado por ter compartilhado sua vida conosco, obrigado por se imortalizar em nossos corações.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Raspar cabelos e chamar calouro de 'bicho' no trote é tradição da era medieval

Veteranos das primeiras universidades visavam 'civilizar' os calouros.
Novatos chegavam barbudos, cabeludos e analfabetos à vida universitária.
Marília Juste Do G1, em São Paulo



  Foto: Reprodução 

Trotes foram documentados na Universidade de Heidelberg na Idade Média (Foto: Reprodução)

Raspar o cabelo de um calouro e chamá-lo de “bicho” pode parecer uma parte inofensiva do “trote” nas universidades de hoje, mas remete a uma tradição de humilhação que se inicia na era medieval, afirmam pesquisadores que estudaram a história da prática.

Ninguém sabe exatamente quando ocorreu o primeiro trote, mas é certeza que foi antes mesmo de as universidades serem chamadas de “universidades”. “As universidades medievais se formaram como apêndices da Igreja, quase como departamentos da Igreja Católica”, explica Glauco Mattoso, autor do livro “O calvário dos carecas”, de 1985, que conta como surgiu o trote.

“Os padres detinham os livros e o conhecimento. Paralelo a isso, as oficinas, fora da Igreja, ensinavam coisas práticas, como alfaiataria. A união dessas duas partes deu origem aos primeiros centros universitários da Europa”, explica Mattoso.

Nessa época, o conhecimento era completamente restrito ao ambiente universitário. “Na Idade Média, todo mundo era analfabeto. Isso é antes do surgimento da imprensa, então os livros eram todos escritos à mão e muito raros. Era muito caro estudar. Quando alguém entrava em uma universidade, era um privilegiado”, explica o pesquisador.

“Os alunos que já estavam na faculdade viam o novato como um verdadeiro bicho do mato. É daí que vem a ideia de chamar calouros de 'bichos’”, conta Mattoso. “E isso não era longe da realidade. Quem chegava à universidade pela primeira vez era geralmente analfabeto e tinha longos cabelos, unhas sujas e barba comprida. Estamos na Idade Média, afinal. Os veteranos viam o novato como alguém que precisava ser literalmente civilizado”, explica.

Quando o novo aluno chegava, os veteranos cortavam sua barba e seu cabelo, e raspavam seus pelos. “A tradição de raspar os cabelos dos calouros é algo que vem dessa época, para civilizar o recém-chegado. Eles também davam banhos e faziam ritos de ‘purificação’. É aí que entra a violência”, conta o pesquisador. 

Registros
Os primeiros registros de trote são encontrados em praticamente todas as primeiras universidades da Europa, como Paris, na França; Coimbra, em Portugal; e Heidelberg, na Alemanha. É em Heidelberg que são encontrados também os primeiros relatos de violência na recepção aos calouros, em um livro chamado “Manuale Scholarium”, de 1481 e autoria desconhecida. A obra era usada para ensinar latim e, como exemplos de conversação na língua, eram usados diálogos sobre a vida estudantil na universidade entre os personagens fictícios do calouro Joannes e dos veteranos Camillus e Bartoldus.
  Foto: Reprodução

Universidade de Paris foi uma das primeiras a registrar casos de trote (Foto: Reprodução)

Em um dos episódios descritos, os veteranos entram no quarto do calouro fingindo nojo do “terrível fedor” do local. Procuram a causa do cheiro e encontram o calouro, “um bicho do mato, um monstro de horrendo aspecto, com enormes chifres e dentes, nariz recurvo como um bico de coruja, olhar feroz e boca ameaçadora”.

Depois de insultarem o novato, eles afirmam ter pena do “pobre bicho, que afinal é um futuro colega” e oferecem um “vinho”, que, na verdade, é apenas urina. Joannes, o calouro, se recusa a beber e é forçado. A partir daí, os veteranos decidem “curar” o “monstro” para que seja aceito na comunidade universitária. É aí que começa o “trote”.

O calouro sofre intensas agressões físicas, é forçado a se alimentar de comida com fezes e obrigado a admitir diversos “pecados”, principalmente de origem sexual. Ele fica sob o comando de um “mestre”, a quem tem que vestir, calçar, servir à mesa e até, em alguns casos, masturbar. Se o novato se rebelasse, seria espancado pelos veteranos – prática que muitas vezes levava à morte.
Se sobrevivesse, o calouro então jurava que iria repetir com os próximos novatos tudo o que lhe foi feito. Só então ele passava a ser aceito na vida universitária de Heidelberg como veterano. 

No Brasil
Embora o caso tenha sido descrito na universidade alemã, Glauco Mattoso afirma que as mesmas práticas eram comuns em todas as universidades européias. E quando a universidade chegou ao Brasil, no século XIX, a prática veio com a tradição portuguesa da Universidade de Coimbra. 
“As faculdades de direito de São Paulo e Olinda seguem fortemente a tradição de Coimbra e isso se refletiu também no trote. A primeira morte no trote no Brasil é exatamente em Olinda, em 1831”, diz o pesquisador. É de Coimbra também que vem a tradição nas faculdades de direito brasileiras do “trote erudito”, onde os calouros são obrigados a fazer discursos e poesias autodepreciativas de improviso.

Hoje, na maioria dos países da Europa e nos Estados Unidos, o trote praticamente desapareceu. “Nos Estados Unidos, ele existe apenas nas "fraternities", as repúblicas. Dentro da universidade, não existe”, afirma Mattoso.

A forma com que ele é feito no Brasil, com grande alvoroço de calouros e veteranos nas ruas, é praticamente desconhecida entre os próprios inventores do trote. “Há um pouco de carnavalização da coisa por aqui. Vira festa. Os europeus e os americanos são mais sisudos, então isso foi sumindo naturalmente”, explica.
E, se há uma “tradição” no trote, para o pesquisador, ela é a da violência. “As pessoas fazem muita confusão quando aparece um caso de um calouro sendo agredido. Dizem que o trote ‘está ficando’ violento. O trote sempre foi violento. A memória das pessoas é que é curta”, conclui.

domingo, 31 de janeiro de 2010

UMA PIADA PARA ROBIN WILLIANS

Uns anos atrás os Simpsons vieram pro Brasil. Homer foi sequestrado. Bart ficou excitado com a loira de shorts enfiado na bunda que apresentava um programa infantil na TV. O menino pobre que a Lisa ajudou não tinha o que comer mas estava muito feliz desfilando no Carnaval.

Esses dias Robin Willians falou: "Claro que o Rio ganhou de Chicago a sede das Olimpíadas. Chicago levou Michele e Oprah e o Rio levou 50 strippers e 500g de cocaína".

Eu ri!

Advogados, autoridades e populares manifestaram suas revoltas nos dois casos. Eles não se revoltam, não se mobilizam, não processam, não abrem inquéritos, não fazem passeatas quando o sequestro, a loira vagabunda apresentadora de programa infantil, a idiotice do carnaval, o tráfico de drogas e a prostituição acontece na vida real bem debaixo dos nossos narizes. Eles se revoltam só quando usam isso pra fazer piada.

A piada realmente boa sempre ofende alguns e mata de rir outros por um motivo simples: A boa piada sempre fala de uma verdade. Num País onde aprendemos a mentir, enganar, roubar, tirar vantagem desde cedo a verdade não diverte. Assusta. O cara engraçado pro brasileiro é sempre aquele que fala bordões manjados, dá cambolhatas no chão em altas trapalhadas, conta piadas velhas, imita o Silvio Santos ou faz um trocadilho bobo mostrando ser um ignorante acerca dos assuntos. Esses bobos passivos nos deliciam porque não incomodam ninguém! Ao contrário! Demonstram ser verdadeiros tolos, dando a nós, um povo de baixa-estima, a sensação que somos superiores a eles. Adoramos isso! Odiamos mesmo o cara que faz um gracejo com uma verdade inconveniente. Pro brasileiro isso é como o alho pro vampiro. Esse cara merece ser execrado. Brasileiro odeia a verdade.

O brasileiro é uma gorda de 300 kilos que odeia ouvir que é gorda. Ela faz um regime pra parar de ouvir isso? Não! Regime e exercicio dá muito trabalho. É mais fácil ir no shopping, comprar roupa de gente magra, vestir e depois acomodar a bunda na cadeira do McDonalds. O problema é que nem todo mundo é obrigado a engolir que aquela fábrica de manteiga é a Barbie só porque está com a roupa da Gisele Bundchen. Então é inevitável que mais hora menos hora alguém da multidão grite: "Volta pro circo!" ou "Minha nossa! É tão gorda que a Endoscopia dela vai ter que ser uma produção de Steven Spielberg!". Então a gorda chora. Se revolta. Faz manha. Ameaça. Processa. Porque, embora ela tentou se vestir como uma magra, no fundo a piada a fez lembrar que ela é mais gorda que a conta bancária do Bill Gates. A auto-estima dela tem a profundidade de um pires cheio de água.

Ao invés de dizer que Robin Willians tem dor de corno, o prefeito do Rio devia primeiro cuidar da sua dor de mulher de malandro. Sabe? Mulher de malandro sim, aquela que apanha, apanha, apanha mas engole os dentes e  o choro porque acha que engana a vizinha dizendo: “Eu tenho o melhor marido do mundo”.

Advogados que já são alvos de piadas por outros motivos deveriam evitar pegar um caso onde se processa um humorista por uma piada. Na verdade, no caso do Robin Willians ao invés de processo deveriam enviar pra ele uma carta de gratidão. Pense que ele estava num dos melhores programas de TV e só falou de puta e cocaína. Ele poderia ter falado por exemplo, que o turista que vier pra Olimpiadas se não for roubado pelo taxista será no calçadão. Poderia também ter dito que o governo e a polícia brasileira lucram com aquela cocaíca do morro carioca que ele usou na piada. E se ele resolvesse falar algo como: “As crianças do Brasil não assistirão as Olimpíadas porque estarão ocupadas demais se prostituindo”? A.. E se ele resolvesse lançar mais uma piada do tipo: “Brasileiro é tão estúpido que se preocupa com o que um comediante diz, mas não se preocupa no que o político que ele vota faz”?

Muitas são as piadas que poderiam ter sido feitas. Quem é imbecil o suficiente para se incomodar com piada, não seja injusto e agradeça Robin Willians porque ele só fez aquela.

E depois brasileiro se acha no direito de fazer piada dizendo que o Português é que é burro.

Danilo Gentili

sábado, 9 de janeiro de 2010

Uma quadrilha de Rubem Fonseca condenado à liberdade em Sartre

“Um homem não pode ser mais homem do que os outros, porque a liberdade é semelhantemente infinita em cada um”.
Jean-Paul Sartre

“Não há fatos, apenas interpretações”.
Friedrich Nietzsche


O homem está condenado a ser livre, afirma Jean Paul Sartre, portanto se a vida não tem, inicialmente, um sentido determinado, já que não existe um deus que o determine, então nós, como indivíduos e sociedade, necessitamos criar o sentido da nossa própria vida. Por este motivo, estamos condenados à liberdade.

A vida nos obriga a fazer várias escolhas possíveis. Podemos criar ou destruir. Nada nos obriga a escolher uma coisa ou outra. Mas ser livre significa que somos nós, e só nós, os responsáveis pelas escolhas que fazemos.

Botarmos a “culpa” de tudo em um “Deus” ou “Deuses”, ou em simplesmente algo que acreditamos ser superior a nós mesmos, mostra apenas nossa incapacidade de assumir a responsabilidade de nossas próprias decisões. Não há desculpas ou justificativas, e sim uma incapacidade de lidarmos com as conseqüências de nossos próprios atos.

Vemos claramente a incapacidade de assumirmos as conseqüências de nossas ações no conto escrito por Rubem Fonseca, Feliz Ano Novo, no conto pode-se constatar que os marginais, buscam em seus atos de crueldade uma justificativa, no entanto é claro o fato de que eles estão conscientes de suas próprias ações.

Observa-se na citação do critico Deonísio da Silva, como é realizado o ritual de violência no conto de Fonseca.

“Se matar é condição para viver, que ambas as ações sejam realizadas em grande estilo. No caso, os atos em si mesmos, morrer e matar, são revestidos de uma roupagem filosófica. Misturando aforismos, clivados por atrapalhes do cotidiano, os bandidos declinam uma especial condição de vida: para viver é preciso matar.”
(1983, p.68)


Somos completamente livres para realizar nossos atos, e qualquer tipo de justificativa criada para amenizar nossas ações, nada mais é do que má fé, ou seja, uma maneira de mentirmos para nós mesmos.

A linguagem vulgar usada no conto Feliz Ano Novo é uma maneira de demonstrar o nível cultural e a classe social das personagens, sofridas, que tiveram poucas oportunidades na vida, e usam esta desculpa para justificar os atos. “Nós estamos sozinhos, sem desculpas", alega Sartre, o homem não pode desculpar sua ação dizendo que está forçado por circunstâncias ou movido pela paixão ou determinado de alguma maneira a fazer o que faz.

Podemos verificar no conto em questão, que suas personagens envolvem-se no ato de má fé, tentando justificar a violência hedionda cometida, usando como justificativa a classe social miserável, o péssimo estado em que vivem e a falta de cultura social, violência esta que em alguns momentos nos remetem ao clássico de Kubrick, Laranja Mecânica, usando um nível de brutalidade assustador chega a ser surreal a maneira caricata que o autor trabalha a psicologia das personagens.

Com a descrição de Paulo Menezes, em relação a uma cena do filme Laranja Mecânica, vejamos:


[...] ele chega girando uma tesoura o dedo. Puxa com a mão, após apalpar seus seios, a malha da roupa naquela mesma altura cortando-a com a tesoura. A sensação de que ele pode cortar o bico dos seios é indescritível e quase relaxamos na cadeira quando vemos que ele cortou apenas o tecido. O rosto de Alex completa a sensação de estranheza que a cena comporta. Melhor dizendo não propriamente o rosto mas a máscara que ele utiliza, pois ela é nada ,mais que um imenso e roliço pênis, avermelhado em sua ponta e na parte superior. O estupro acaba s fazendo visualmente quando ele se ajoelha perto do escritor.
(MENEZES, 1997.p.61)


Nesse trecho do filme de Kubrick, demonstra que mesmo que as cenas de violência sejam muito parecidas com a do conto de Fonseca, no primeiro a violência gratuita não se pretende justificar em relação ás personagens, posto que para elas não existe o conceito de moral e de ética, sendo assim as personagens cometem tais ações simplesmente por diversão, sem “saber” que são socialmente equivocadas, diferente do conto de Fonseca onde as personagens, sabem o que é “certo e errado”, no entanto tentam justificar seus atos de violência, usando como causa principal a baixa classe social em que vivem, sendo personagens sofridos e de baixa alto estima, tendo assim permissão velada de fazer com que as personagens de classes sociais elevadas sofram tão quão eles mesmos sofrem.

Logo Sartre afirma que nunca saímos do real para sermos livres, precisamos estar cem por cento conectados ao mundo, consciente e inconscientemente, já que o inconsciente sartriano é completamente diferente da definição freudiana, pois para Freud, os conteúdos inconscientes, apenas se encontravam disponíveis para a consciência, de forma disfarçada, através de sonhos e lapsos de linguagem, por exemplo, já para Sartre o inconsciente é o real enrustido em si, tanto um como o outro sabem exatamente o que querem ou desejam fazer, cabe ao individuo decidir racionalmente o caminho que deseja seguir, desta forma Jean-Paul Sartre em suas observações argumenta “ser-se livre não é fazermos aquilo que queremos, mas querer-se aquilo que se pode.”.

Também podemos notar a “angústia”, no conto em questão, quando observamos a citação “Puta que pariu, disse Zequinha. E vocês montados nessa baba tão aqui tocando punheta?” As personagens precisam e querem sair da situação em que se encontram, portanto sente-se na obrigação de tomar uma atitude, atitude esta que embora não seja nem um pouco considerada socialmente ética, é a única que estão acostumados a lidar, pois cresceram rodeados de desrespeito próprio e da sociedade, assim acreditam que devam retrucar na mesma moeda. Neste sentido, segundo Kierkegaard:


Sartre usa o termo "angústia" para descrever essa consciência da própria liberdade. Nós estamos livres porque nós não podemos confiar em um Deus ou na sociedade para justificar nossa ação ou para nos dizer o que e quem nós somos. Nós estamos condenados porque sem diretrizes absolutas, nós devemos sofrer a agonia de nossa tomada de decisão e a angustia de suas conseqüências. A angústia é, então, a consciência da própria liberdade... A angústia é a consciência dessa liberdade de escolha, a consciência da imprevisibilidade última do próprio comportamento... Uma pessoa à beira de um penhasco perigoso tem medo de cair, e sente angustia ao pensar que nada o impede de se jogar lá embaixo, de se lançar no abismo. O pensamento mais angustioso de todos é quando, num dado momento, nós não sabemos como nós iremos nos comportar no momento seguinte.
(2001)


Adiante Sartre descreve, sobre a vida humana como uma consciência infeliz, pois segundo o autor, o homem está sempre buscando se esquivar das possibilidades irrealizadas, dizendo sempre que não restaria uma segunda escolha a ser feita. Assim, ele ratifica que "Não podemos chegar a um estado em que não restem possibilidades irrealizadas", pois não teríamos liberdade e nem escolhas. Então definitivamente, “não há fuga possível da angústia da liberdade; fugir à responsabilidade é em si mesmo uma escolha” e “Não fazemos aquilo que queremos e, no entanto, somos responsáveis por aquilo que somos” (Sartre).

Já no conto de Fonseca, percebemos que não há uma fuga da responsabilidade por parte da quadrilha, posto que eles assumem o risco, e conhecem as conseqüências possíveis de seus atos, configurando-se assim uma escolha, mesmo que o leitor não consiga identificar uma conseqüência punitiva, realizada pela sociedade, mas sim um final que de “happy end”, nada tem, onde aparentemente não existe conseqüência para as atrocidades cometidas pelas personagens, o que torna o conto de um realismo extraordinário. Percebemos isto no fragmento em que Pereba e seus amigos chegam a casa e comemoram a passagem de Ano Novo e o assalto bem sucedido naquela madrugada:

Chegamos lá em cima cansados. Botei as ferramentas no pacote, as jóias e o dinheiro na saca e levei para o apartamento da preta velha.
Dona Candinha, eu disse, mostrando a saca, é coisa quente.
Pode deixar, meus filhos. Os homens aqui não vêm.
Subimos. Coloquei as garrafas e as comidas em cima de uma toalha no chão. Zequinha quis beber e eu não deixei. Vamos esperar o Pereba.
Quando o Pereba chegou, eu enchi os copos e disse, que o próximo ano seja melhor. Feliz Ano Novo. (2001)


Se fossemos analisar questões formalistas do conto de Rubem Fonseca, poderíamos afirmar que, Feliz Ano Novo se estrutura em torno de um assalto, numa noite festiva de réveillon e o “foco narrativo em primeira pessoa neste conto, concentra em sua personagem central/ narrador-eu, e que o narrador, narra o real, de sua ótica subjetiva, dentro de seu mundo conflituoso” (Amaline Boulus Issa Mussi). Todavia o que nos interessa neste momento é a ‘má fé’ das personagens, quando os mesmo tentam fugir da angústia fingindo que não são livres:


Eu queria ser rico, sair da merda em que estava metido! Tanta gente rica e eu fudido... Filha da puta. As bebidas, as comidas, as jóias, o dinheiro, tudo aquilo para eles era migalha. Tinham muito mais no banco. Para eles, nós não passávamos de três moscas no açucareiro.


No fragmento acima selecionado, retirado do conto Feliz Ano Novo verifica-se a questão da má fé, quando Mauricio tenta apaziguar a situação, dizendo de forma irônica para Pereba e seus comparsas, que poderiam comer e beber á vontade, no entanto essa atitude, na visão de Pereba, foi interpretada como um insulto, pois, por mais que a quadrilha roubasse, para as vítimas ricas, seria um valor muito insignificante, já que tinham mais a oferecer.

Às vezes nós escapamos da ansiedade fingindo que nós não estamos livres, que tomamos nossas decisões devido ao ambiente e justificamos os atos cometidos como inevitáveis, como quando fingimos que tais motivos são a causas de como nós agimos. Nós nos permitimos ser auto-enganados, especialmente quando isto toma a forma de responsabilizar as circunstâncias por nosso carma. Quando nós fingimos, nós agimos de má fé. A má fé é a tentativa de fugir da angústia fingindo que não somos livres. Tentamos nos convencer que as nossas atitudes e ações são determinadas pela nossa personalidade, por nossa situação, ou por qualquer outra coisa fora de nós mesmos. Porém, diz Sartre, o que é aprendido, ou os propósitos, as experiências passadas, não determinam o comportamento atual. Segundo ele, "nenhum motivo ou resolução passada determina o que fazemos agora". "Cada momento requer uma escolha nova ou renovada". (Sartre)

Podemos notar que para Sartre o homem sempre tenta se esconder atrás de seus próprios atos ao decorrer do tempo, tirando assim uma responsabilidade de suas próprias ações que cairia sobre si e com isso o homem se justifica usando como desculpa sua personalidade, porém ele prefere agir indiferente, ou seja, agindo de Má fé, pois para Sartre o homem é livre para realizar seus próprios atos, no entanto ele é responsável pela conseqüência dos mesmos, ou seja, está condenada a sua própria liberdade.

Em relação à liberdade, Sartre afirma que somos “condenados a ser livres”, e que é impossível deixarmos de usar tal liberdade no meio em que vivemos, pois não há plano divino que determine como temos que nos comportarmos diante de uma situação, pois somos conscientes do que fazer, e que não há nenhum determinismo, nada que nos force a agir de tal forma. Isso fica bem evidente no conto Feliz Ano Novo, pois as personagens durante toda a ação da obra estão completamente firmes e cientes do que fazem, desenhando assim, uma sociedade livre que não os impedem de nada. Para Rubem Queiroz Cobra:


No entender de Sartre, estamos "condenados à liberdade"; não há limite para nossa liberdade, exceto o de que "não somos livres para deixarmos de sermos livres." Porque não há nenhum Deus e, portanto não há qualquer plano divino que determine o que deve acontecer, não há nenhum determinismo. O homem é livre. Nada o força a fazer o que faz. "Nós estamos sozinhos, sem desculpas." O homem não pode desculpar sua ação dizendo que está forçado por circunstâncias ou movido pela paixão ou determinado de alguma maneira a fazer o que faz. (2001)


Em relação à figura do homem, destacamos que estamos sempre querendo preencher o "nada". Esta questão da eterna busca é a essência do nosso ser consciente; queremos nos transformar em coisas em vez de permanecer perpetuamente num estado em que as possibilidades estão sempre irrealizadas. De fato se fizermos uma reflexão observaríamos que no conto Feliz Ano Novo as personagens afloram uma inquietação em relação ao estado deplorável em que se encontram para demonstrar essa insatisfação, eles fazem comentários em relação às ‘madames granfas’, vejamos:


Acendemos uns baseados e ficamos vendo a novela. Merda. Mudamos de canal, prum bang-bang, Outra bosta. As madames granfas tão todas de roupa nova, vão entrar o ano novo dançando com os braços pro alto, já viu como as branquelas dançam? Levantam os braços pro alto, acho que é pra mostrar o sovaco, elas querem mesmo é mostrar a boceta ,mas não têm culhão e mostram o sovaco. Todas corneiam os maridos. Você sabia que a vida delas é dar a xoxota por aí? Pena que não tão dando pra gente, disse Pereba. Ele falava devagar, gozador, cansado, doente. Pereba, você não tem dentes, é vesgo, preto e pobre, você acha que as madames vão dar pra você? Ô Pereba, o máximo que você pode fazer é tocar uma punheta. Fecha os olhos e manda brasa. (2001)

Esse trecho do conto define todas as personagens, pois na vida, o homem se compromete, desenha seu próprio retrato e não há mais nada senão esse retrato. Nossas ilusões e imaginações ao nosso respeito, sobre o que poderíamos ter sido, são decepções auto-infligidas.

Contudo Sartre acredita na capacidade plena de todo indivíduo de ter que escolher suas ações, valores e objetivos de vida. Em função disso concluímos que não existe destino, e que somos completamente livres. Entretanto, a liberdade nos arremete a uma responsabilidade, e esta por sua vez, atinge todos ao nosso redor. E foi nesse sentido que direcionamos a análise do conto Feliz Ano Novo de Rubem Fonseca.


Autoria: Artur Travisani Rosa; Atílio Catosso Salles; Érica dos Reis de Souza; Kézia Souza


Trabalho de Teoria Literária II


Referências bibliográficas

CARDOSO, Myriam Limoeiro. Ideologia do desenvolvimento. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975.

Cobra, Rubem Q. - Jean Paul Sartre. Filosofia Contemporânea, Cobra Pages - www.cobra.pages.nom.br, Internet, 2001 ("www.geocities.com/cobra_pages" é "Mirror Site" de COBRA.PAGES).

FONSECA, Rubem. Feliz Ano Novo. In: MORICONI, Ítalo. (org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

MENEZES, Paulo. Laranja Mecânica: violência ou violação? Tempo Social; Rev. Sociol. USP, S. Paulo, 9(2): 53-77, outubro de
1997.

SILVA, Deonísio da. O Caso Rubem Fonseca - violência e erotismo em Feliz Ano Novo. São Paulo: Alfa-Ômega, 1983.


Sites:

http://www.cobra.pages.nom.br/fcp-sartre.html -

http://www.releituras.com/rfonseca_feliz.asp

http:// www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid

http://www3.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/0202/05.htm

UNEMAT - Unidade de Negligencias do Estado de Mato Grosso

A Universidade do Estado de Mato Grosso assinou sua sentença de morte na última semana, sua incompetência foi tanta que o Governador do Estado teve que intervir e tomar as rédeas do “megaultrapower” concurso do Estado, parafraseando um grande amigo meu.

Louvável a atitude do Chefe do Estado, no entanto acabou contradizendo-se, visto que ao defender a UNEMAT tomando toda responsabilidade pra si, como um pai super protetor cuja filinha não dá conta e nem está interessada em resolver a coisa por si mesma, acaba manchando ainda mais a moral desta instituição que já está desgastada por inúmeros erros que vem cometendo na atual administração, ou seja, ao tentar defende-la, desmoralizou-a ainda mais.

Acredito que o Governador deva sim arcar completamente com a responsabilidade, principalmente de ter permitido que uma instituição, que não consegue gerir a si mesma, gerisse um concurso dessa amplitude, no entanto já que o erro foi cometido, deveria ele após tamanho vexame feito pela Universidade, parar de defendê-la, posto que isso o secretário Vitto e o reitor Karin já fazem muito bem, deveria sim, ter arrancado o mal pela raiz, e excluído por inteiro a instituição de qualquer participação no novo concurso.

É inaceitável qualquer tipo de tentativa de justificar os atos cometidos no encaminhamento do concurso, a coisa foi tão mal feita, que dois dias antes do concurso acontecer seus “responsáveis” estavam chamando pessoas a esmo pra ajudar na realização das provas, não é de se espantar que o resultado tenha sido a lambança que foi.

É absurdo conceber que uma instituição de mais de trinta anos de existência, ainda não tenha adquirido responsabilidade e maturidade suficiente para gerir um concurso público, mesmo sendo o maior concurso da historia do Estado.

Entendo que o Governador queira manter o lucro referente ao concurso, dentro do nosso Estado, no entanto, o preço está saindo caro demais para a sociedade. O que será feito com os gastos de deslocamento até a realização das provas que os inscritos tiveram, pessoas que muitas vezes vieram de fora do Estado apenas para ter uma chance de adquirir a tão sonhada estabilidade de cargo público, é simples somente devolver o dinheiro da inscrição, ou pedir “desculpinhas esfarrapadas” como um mea culpa fajuto de uma instituição falida.

Nosso governador não é bobo, ele sabe muito bem o peso que essa incompetência gerou, não só à sociedade como também para seu futuro político, por isso obviamente, tomou as rédeas da situação, não quer que outro erro hediondo como este se repita.

Acredito que seja hora de dar um ultimato na UNEMAT, pedir que ela pare de crescer de tamanho físico, e que amadureça, cresça institucionalmente, com objetivos e responsabilidade, não como anda fazendo desde tempos, se vendendo para políticos desinteressados no bem estar da sociedade, e interessados nos votos que podem conseguir trazendo mais um curso para seu “curral eleitoral”, prejudicando assim, sua própria existência.

È hora da Universidade do Estado de Mato Grosso dar um “upgrade” como instituição, ajudar diretamente a sociedade que a sustenta, abrir os muros “imaginários” que tem, deve se responsabilizar pelos erros cometidos, evitar futuros erros hediondos como o ocorrido, e principalmente respeitar a sociedade que a mantêm, que espera retorno o mais rápido possível, e espero eu, pelo bem da UNEMAT, que seja uma resposta positiva, a altura de uma instituição madura e responsável, como se auto-intitula.



ARTUR TRAVISANI ROSA