sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

ADEUS ANO VELHO

FELIZ ANO NOVO, acho que nunca usei essa frase querendo tanto que se concretizasse. Que ano foi esse que tivemos que encarar? - quanta tristeza acometeu-se, quanto amargor nos trouxe, confesso ter tentado ficar com meu melhor humor hoje, mas a retrospectiva 2020 e 2021 na minha cabeça está me impedindo de conseguir sorrir.
Nunca fui de ver o lado positiva na vida, mas melhorei muito depois que meu grande amor entrou em minha vida, mas confesso que não estou conseguindo, ainda mais sabendo que tanta gente está com a vida pior, muito pior, diga-se de passagem. Penso inclusive que esse seja um dos principais motivos pra que eu esteja me sentindo dessa maneira. 
Só de pensar que mais de 12 milhões de brasileiros estão desempregados que temos em torno de 20 milhões passando fome e mais de 55% do país em insegurança alimentar, que temos um psicopata completamente ignorante na chefia de um dos três poderes da nação, e espero profundamente, que seja pelo último ano, para que assim possamos ter ao menos um 2023 com um real sentimento de esperança. 
No início da Pandemia vi dezenas de falas afirmando que o ser humano aprenderia a ser melhor uns com os outros, porém Leandro Karnal estava certo e infelizmente essa pandemia só me mostrou que alguns seres humanos, mesmo em momentos de crise, conseguem ser incrivelmente perversos e não conseguem evoluir como pessoas. 
Quero agradecer demais os profissionais da saúde, em especial os do SUS, que estão lutando com unhas e dentes para ajudar a acabar com essa Pandemia, faço um agradecimento especial a Draª Nayara Cintra e Drª Luana Araujo. 
Quero agradecer a ciência que mesmo com uma enxurrada de ignorantes fazendo campanhas contra conseguiu minimizar agressivamente o número de mortes, um agradecimento especial aos cientistas Drª. Natalia Pasternak e Atila Iamarino.
Quero agradecer aos jornalistas que mesmo sendo agredidos não desistiram de lutar pra reportar os fatos, em especial o Jornalista Pedro Dória e as Jornalistas Mariliz Pereira Jorge e Judite Rosa. 
Então, mesmo sem muita esperança, mas com muito querer e com muita fé, DESEJO UM FELIZ ANO NOVO, que possamos deixar o ano de 2021 como aprendizagem do que não se fazer nunca, que 2022 nos traga ESPERANÇA, AMOR, muita, mas muita SAÚDE e muita FORÇA DE VONTADE, pra enfrentar as doenças sociais que essa sociedade está nos proporcionando.

UM FELIZ 2022!!!

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Where are there people in the world?

It's hard to be a person in this world! I know brutes love too, but they can stop being brutes to love!

What is this weird life that we have witnessed in recent years? I don't know if it's because of the pandemic, to paraphrase Captain Nascimento, “put it on the pandemic bill”. I don't know if it's the huge number of deaths and despair that we have seen in the headlines. I don't know if it's the economic crisis, which is directly affecting millions of Brazilians, including me.

And what about "politics", I didn't want to mention the controversy of the moment, but I can't be so frivolous, I don't know if it's because we are living in a moment of generalized intolerance, which is driven by this president that "represent” us currently. Maybe it's just a generation gap, a glaring, sometimes brutal, misunderstanding of Generation Y, Millennials, and Generation Z. A very big shift in thinking has occurred, albeit slowly, over the past 100 years, a necessary, but overwhelming change for some people.

I've been noticing that I have been living more and more with people who are debilitated in their mental health, I include again. Psychological disorders are inevitable in these times of adaptations and technological revolutions that run over human beings on a daily basis.

We live in the era of social networks, which should, in essence, bring people together, however we are increasingly distant. We were no longer able to dialogue, talk face-to-face, and, unfortunately, the pandemic only made the little contact that still existed worse. People are rude, impatient, intolerant of other people's thoughts, and dare I say, rude in the familiar sense we know. Academic education is vitally important in my opinion, although I personally have a huge difficulty in completing it, but education in dealing with people, education in social interaction, these are increasingly rare.

Worldwide we are experiencing a cripple in common sense and in the art of human coexistence, in Brazil we are being masterfully represented in this area by our greatest leader. The irony of all is that we dub the Myth’s followers “Cattle”, but we're not all treated like cattle in some way. Treated as disposable animals, serving only as food for capitalism, I am not saying that I am a communist, because I know that some people who read this passage will already make a frivolous conjecture. I am only raising the need for a debate, whether in the Academy, in the media, in public opinion, or in society in general. Chaplin already said; “You are not machines! You are not cattle! You are men! You have the love of humanity in your hearts! You don't hate! Only the unloved hate - the unloved and the unnatural!

We urgently need to take care of our minds, try to assess our priorities, because life goes by too quickly and death is the only absolute truth in life. I have felt the daily pain of loss, the anguish, the feeling of helplessness, the weight of time passing around me, especially for the past three years. These have been brutal years, full of farewells, people known as if they were from our homes, artists, poets, friends, acquaintances. These are lives that are missing, that leave emptiness in the chest and soul.

What to do?


Onde há gente no mundo?

Está difícil ser gente nesse mundo! Sei que os brutos também amam, mas poderiam eles deixar de ser brutos para amar!

Que viver esquisito é esse que temos presenciado nos últimos anos? Não sei se é por causa da pandemia, parafraseando o Capitão Nascimento, “coloca na conta da pandemia”. Não sei se é o enorme número de mortes e desespero que vemos diariamente nas manchetes dos jornais. Não sei se é a crise econômica, que está afetando diretamente milhões de brasileiros, inclusive eu.

E o que falar da “política”, não queria mencionar a polêmica do momento, mas não posso ser leviano a tal ponto, não sei se é pelo fato de estarmos vivendo um momento de intolerância generalizada, que é impulsionada por esse presidente que nos “representa” atualmente. Talvez seja apenas um conflito de gerações, um desentendimento gritante, algumas vezes brutal, das gerações Y, Millennials e da geração Z. Uma mudança de pensamento muito grande ocorreu, embora lenta, nos últimos 100 anos, mudança necessária, porém avassaladora para algumas pessoas.

Ando notando que tenho convivido cada vez mais com pessoas que estão debilitadas em suas saúdes mentais, eu incluso novamente. São inevitáveis os transtornos psicológicos nesses tempos de adaptações e revoluções tecnológicas que atropelam o ser humano diariamente.

Vivemos na época das redes sociais, que deveriam em sua essência, aproximar as pessoas, no entanto estamos cada vez mais afastados. Não conseguimos mais dialogar, conversar corpo a corpo, e, infelizmente, a pandemia só fez piorar o pouco contato que ainda existia. As pessoas andam grosseiras, sem paciência, intolerantes com o pensamento dos outros, e ouso dizer, mal-educadas no sentido familiar que conhecemos. A educação acadêmica é de importância vital em minha opinião, embora eu pessoalmente tenha uma dificuldade imensa de finaliza-la, mas a educação no trato com as pessoas, a educação na convivência social, essa está cada dia mais rara.

Mundialmente estamos vivendo um aleijamento no bom senso e na arte da convivência humana, no Brasil estamos sendo representados nessa área com maestria pelo nosso líder maior. A ironia em tudo é que apelidamos os seguidores do “Mito” de “Gado”, mas não somos nós todos tratados como gado de alguma forma. Tratados como animais descartáveis, servindo unicamente como alimento para o capitalismo, não estou dizendo, com isso, que sou comunista, pois sei que algumas pessoas quem lerem esse trecho já vão fazer leviana conjectura. Estou levantando apenas a necessidade de um debate seja na Academia, seja na mídia, seja na opinião pública, seja na sociedade em geral. Chaplin já dizia; “You are not machines! You are not cattle! You are men! You have the love of humanity in your hearts! You don't hate! Only the unloved hate - the unloved and the unnatural!; Em tradução livre “Vocês não são máquinas! Vocês não são gado! Vocês são homens! Você tem o amor da humanidade em seus corações! Você não odeia! Apenas o não amados odeiam - os não amados e os não naturais!

Precisamos urgentemente tratar de nossas mentes, tratar de avaliar nossas prioridades, pois a vida passa rápido demais e a morte é a única verdade absoluta da vida. Tenho sentido a dor diária da perda, a angústia, o sentimento de impotência, o peso do tempo passando ao meu redor, especialmente nos últimos três anos. Estão sendo anos brutais, repleto de despedidas, pessoas conhecidas, como se fossem de dentro de casa, artistas, poetas, amigos, conhecidos. São vidas que fazem falta, que deixam um vazio no peito e na alma.

O que fazer?

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Que Brasil eu quero?

O que posso dizer, hoje só sinto vergonha! Mas a democracia que muitos querem derrubar permite a livre manifestação de ideias, Inclusive aquelas que querem derrubar o direito de expressá-las. Não entrarei no mérito de apelidos ou partidos políticos, sinto diariamente no bolso o descaso completo e a  incompetência do "palhaço" que está representando minha nação como presidente da República. Se os que estão apoiando ele e as ideias retrógradas, e algumas vezes assassinas, estão conseguindo crescer na vida, com a luta diária pra conquistar o pão de cada dia. Se acreditam que ele está fazendo um excelente trabalho pra melhorar nossa nação! Fico feliz por eles! Eu infelizmente não estou vendo representado nesse fascista o Brasil que quero, o Brasil tolerante, rico, sem desemprego, sem fome, com oportunidade pra todos, um país onde o pobre possa escolher entre estudar em uma faculdade, ou ser um técnico  em alguma área que goste, ou um empresário! Esse país que está aí hoje, não é o país que quero pra mim! Definitivamente ele não me representa.        

quinta-feira, 27 de maio de 2021

EU SOU DE ESQUERDA


Ser de esquerda não é, necessariamente, ser militante do PT, do PSOL, do PCO, do PCdoB, etc. E se for ( QUE É O MEU CASO, SOU FILIADO AO PARTIDO DOS/AS TRABALHADORES/AS) qual é o problema?! Afinal todos devem ser livres para fazerem suas próprias escolhas!!!
O QUE É  SER DE ESQUERDA?
Ser de esquerda não é votar no João ou no Mário. É votar no ideal de fraternidade e solidariedade que João e Mário carregam.
A esquerda não é contra o empresário. A esquerda é contra o desrespeito às leis trabalhistas, que foram criadas para "igualar" a capacidade de negociação de direitos e garantias mínimas de dignidade.
A esquerda não é contra a família tradicional.
A esquerda apenas tem a consciência de que famílias diferentes da tradicional também são famílias e merecem ter o respeito de todos.
A esquerda não quer que você ou seu filho sejam gays. Só quer que vocês respeitem aqueles que são.
A esquerda não está a favor do aborto. E, sim, de amparar a mulher, orientando sobre como evitar a gravidez e em que situação pode-se não querer ter um filho.
A esquerda não está contra os ricos. Mas contra os que acham que têm mais direitos que os pobres.
A esquerda não é contra a fartura. A esquerda é contra a fome.
A esquerda não defende bandidos. Defende que todas as ações sejam dentro da lei e dos direitos humanos. Se você é humano, nós defenderemos os seus também.
A esquerda não é contra você ter uma mansão. A esquerda é contra pessoas morarem nas ruas ou em casebres.
A esquerda não é contra o consumismo. A esquerda é contra a destruição do meio ambiente.
A esquerda não é contra a igreja, mas sim contra os discursos de ódio.
Porque ser de esquerda é lutar por igualdade material. É lutar pelo direito das minorias. Pelo direito dos negros. É lutar pelo direito das mulheres. É lutar pelo direito do trabalhador. É lutar pelo direito de respirar um ar puro.
São democráticos os que têm coragem de lutar pelos direitos dos outros.
Ser de esquerda não é uma opinião política. É uma FILOSOFIA DE VIDA."

PS.: Ser de direita não é necessariamente o oposto disso! 

Ser Fascista é o oposto disso!

terça-feira, 25 de maio de 2021

Epitáfio

Quando eu morrer
Dá o que restar de mim
às crianças
E aos idosos que esperam para morrer.

E se precisares chorar,
Chora por teu irmão
Que anda pelas ruas a teu lado.
E quando precisares de mim,
Coloca teus braços
Em volta de alguém
E dá-lhe o que precisas me dar.

Quero deixar-te algo,
Algo melhor
Do que palavras
Ou sons.

Busca-me
Nas pessoas que conheci
Ou amei,
E se não podes me deixar partir
Ao menos deixa-me viver em teus olhos
E não em tua mente.

Podes amar-me mais
Deixando as mãos
Tocarem as mãos,
Deixando os corpos tocarem os corpos,
E libertando
As crianças
Que precisam ser livres.

O amor não morre,
Pessoas sim.
Por isso, quando tudo que resta de mim
É amor,
Deixa-me partir.

Trad.: Nelson Santander


Epitaph

When I die
Give what’s left of me away
To children
And old men that wait to die.

And if you need to cry,
Cry for your brother
Walking the street beside you.
And when you need me,
Put your arms
Around anyone
And give them
What you need to give to me.

I want to leave you something,
Something better
Than words
Or sounds.

Look for me
In the people I’ve known
Or loved,
And if you cannot give me away,
At least let me live on in your eyes
And not your mind.

You can love me most
By letting
Hands touch hands,
By letting bodies touch bodies,
And by letting go
Of children
That need to be free.

Love doesn’t die,
People do.
So, when all that’s left of me
Is love,
Give me away.

(Merrit Malloy)

quarta-feira, 19 de maio de 2021

imprensa livre

Sei que é chato, sei que é cansativo, sei que pode ser monótono, mas pra estar bem informado sobre a CPI precisa-se assistir ela completa, na Tv senado, por YouTube. Isso vale pra qualquer assunto, não só sobre a CPI, todo jornalismo tem uma tendência, existe sim uma narrativa e isso não está errado, faz parte do jogo, se você quer saber dos fatos, precisa testemunha-los. A imprensa, através de seus respectivos canais, irá te apresentar os fatos que a interessam, ou que interessam seus acionistas. Existe sim uma narrativa e pra tentar fugir dela precisa-se de o máximo de informação possível. Assim você conseguirá ver o mundo pelos seus próprios olhos, usar o seu poder de interpretação. Uma imprensa livre é fundamental pra uma democracia forte e ainda temos isso no Brasil. Devemos manter ela assim, livre, livre inclusive pra ser tendenciosa. Quem precisa se adaptar é a população a mídia e não a mídia a população!